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VIAGENS DE ANTONIO MIRANDA PELO BRASIL


VIVEIRO ORÉADES
25-02-2003

 

Foto: Instagram

Roberto Burle Marx fez os jardins  de Brasília  e buscou plantas nativas para completar as suas paisagens vegetais.
Ele fazia os projetos como quem cria um tapete — era um mestre da pintura e da tapeçaria, pintava com arbustos, árvores e ervas, suas composições eram tão plásticas quanto ambientais.
Certamente que Burle Marx ficou impressionado e intrigado com a flora do Cerrado, com a tortuosidade de seus galhos lenhosos, com a diversidade de folhagens coriáceas ou fibrosas, com tantas flores brotando depois do estio e da secura, sob chuvas copiosas do verão.
Quem dava apoio depois aos seus projetos planaltinos era algum agrônomo que trabalhava para a NOVACAP. Ele, sim, tinha intimidade com as plantas do Cerrado e ia sugerindo ao nosso maior mestre do paisagismo espécies nativas adequadas e de maior resistência.
Quem ainda cultiva essa prodigiosa planta — injustamente pouco conhecido do grande público amante dos jardins — é a Kátia, no Viveiro Oréades. A propriedade ocupa uma área ubérrima dos baixios do Varjão, no Lago Norte, até onde chega a prodigiosa umidade que vem do leito do
Lago Paranoá.



O local é paradisíaco. Tem árvores muito antigas, caminhos de pedra, jardins temáticos de várias espécies, estufas rústicas e áreas de plantio intensivo de plantas ornamentais. Lá mesmo fica a casa dela, em meio a tanto verde e tantas flores.
Kátia tem também uma fazenda e uma chácara (na Taquara) para dar maior apoio à produção de espécies de maior porte — palmeiras, árvores frutíferas, etc. E o ponto principal de venda fica no Polo Verde, na subida para Sobradinho, que já tem tradição e reconhecimento público.

Fiz uma nova visita ao Viveiro, no fim da tarde, em busca de novidades e raridades. Ela, como todo bom viveirista, tem suas plantas de estação, de interesse botânico. Kátia já esteve na minha Chácara Irecê, na fronteira do Distrito Federal com Cocalzinho, com estudantes de paisagismo da Universidade de Brasília (UNB), visitando as minhas bromélias.
Da animada conversa que mantivemos em sua casa, além da permuta de mudas, ficou o compromisso de uma promissora parceria. Ela vai vender as nossas bromélias em seu entreposto.


 

 

 
 
 
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